Wikipédia: confiar ou não?

Dandara Furhman, Elissa Moreli, Fabrícia Lopes, Fernanda Caselato, Francine Serrador, Isabela Machado, Karol Ferretti, Lívia Gaspar, Luis Eduardo, Michele Bacelar, Naira Mendes, Suéllen Rosim e Viviane Cortez
Sexto semestre

Informação é simplesmente essencial em nossos dias atuais. A web 2.0 é fonte de informação que nos chega com velocidade rápida e em quantidade ilimitada. Uma fonte de informação livre e gratuita, que conta com a colaboração de conteúdo por milhares e milhares de usuários do mundo inteiro, é a enciclopédia on-line Wikipédia. Cada pessoa que se disponibiliza a colaborar deve respeitar as normas do site. Como é colaborativa, cada voluntário também tem a responsabilidade de fiscalizar os conteúdos enviados. Isso dá confiança e credibilidade.

Criar uma conta é simples, como se inscrever em qualquer outro serviço gratuito on-line. Após essa fase, vem o mais difícil: conseguir criar um verbete na enciclopédia. Ao contrário do que muitos pensam, os verbetes que são enviados passam por uma análise de conteúdo onde as “cabeças” (aqueles que mais colaboram no site ganham destaque e importância no gerenciamento) vão liberar ou restringir a sua colaboração informativa. Importante destacar que é proibido reprodução de textos ou imagens.

Conteúdos exclusivos são mais fáceis de entrar na enciclopédia. Citar um fato como exemplo é a melhor forma de simplificar como funciona a Wikipédia. Suéllen e Taynara formam uma dupla de cantoras do cenário gospel. No entanto, até então não havia conteúdo disponível na página. Criou-se uma conta durante a aula de Jornalismo on-line e novas tecnologias, confirmou-se a autenticidade do usuário e após esse processo enviou-se informações sobre a história das cantoras.

Instantaneamente há a disponibilização do verbete no espaço. No entanto, os administradores analisam o valor enciclopédico do artigo. As informações posteriormente filtradas, se aceitas, devem obedecer aos critérios da plataforma. Se não for concluído, o texto pode ser retirado do ar.

Qualquer pessoa que tenha a conta pode alterar o conteúdo dos textos sem que haja notificação para o responsável que enviou a contribuição primordial. E nesse processo da análise de nossa equipe surge a seguinte dúvida: então, é possível alterar o conteúdo sem que haja análise da comissão para ser validado no site? A resposta é sim.

Outro exemplo que podemos citar é a de que o título de um texto foi modificado e em seguida já estava no ar visto por quem acessasse a página. Ou seja, qualquer pessoa que tenha acesso ao site e que se disponibilize a dedicar atenção à Wikipédia pode alterar os verbetes.

Mas um detalhe muito importante deve ser destacado: esse processo de modificação é instantâneo, mas não se torna válido permanentemente, pois há voluntários que fiscalizam o conteúdo da página. Quanto mais visado o verbete, maior fiscalização enciclopédica por parte dos colaboradores.

Os fóruns apresentados tratam de discussões sobre os assuntos que se encontram disponíveis e possíveis erros que possam existir no site. Mas também é possível encontrar debates que tratam de assuntos atuais. Os usuários podem usar também a ferramenta para denunciar verbetes que carecem de fontes.

É importante deixar claro que a Wikipédia é uma fonte importante de informação muito válida nas pesquisas de nosso dia a dia. Mas precisa de aperfeiçoamento, assim como vários outros serviços que contam com a colaboração dos usuários da web que disponibilizam conteúdo.

Quem utiliza este site como fonte de consulta precisa ser crítico e desperto na consciência de que a página também está suscetível a erros. Por ter a participação de milhares e milhares de pessoas de todo o mundo, tudo o que é enviado à Wikipédia passa por fiscais que tanto colaboram com verbetes válidos quanto vandalizam os conteúdos, mas quando descobertos logo são tirados do ar. Não é à toa que a Wikipédia conquistou grande parte dos internautas do mundo todo que procuram conhecimento de fonte segura.

Blog faz jovem ganhar dinheiro se divertindo

Jean Paulo Fronho
Sexto semestre


Uma maneira simples e fácil de ganhar dinheiro fazendo pouco esforço. Parece um anúncio publicitário, mas não é exatamente isso. Embora a publicidade seja a mola propulsora do tipo de sucesso em questão, a ideia inicial remete justamente a um já antigo espaço conhecido de todos aqueles que estão ligados à vida na internet: os blogs.

O jovem Ígor de Souza Pucci, 25 anos, é formado em Ciências da Computação, mas viu no marketing a estratégia uma forma para ganhar dinheiro e fazer sucesso com os avanços da tecnologia. E a ideia inicial foi simples: recolher fotos inusitadas que circulavam pelo Orkut e publicá-las, sem estarem atreladas a texto algum. Após publicar as primeiras 50 fotos e divulgar o novo espaço no conhecido “boca a boca”, Pucci chegou a receber 8 mil acessos. Nascia, então, o portal “Pérolas do Orkut”.

Tanta despreocupação em criar algo que obrigatoriamente caísse no gosto do público acabou resultando em um site que atualmente é referência em fotos inusitadas e que foi capaz dar renda ao seu criador. “Antes de dezembro do ano passado, ganhava R$ 8 mil por mês. Após a crise, tive uma queda de mais de 50%”, afirmou em entrevista coletiva com alunos da disciplina de "Jornalismo Online e novas tecnologias", no dia 29 de setembro. Todo o dinheiro arrecadado provém dos anúncios publicitários, aos quais o blogueiro teve acesso após entrar em um sistema de afiliados no ramo de endereços eletrônicos.

Apesar de a renda não ser mais a mesma, o site administrado por Pucci recebe de 40 a 50 comentários por foto. Ele firma que a maioria dos visitantes é brasileira, da região Sudeste e jovem. Porém, existem visitantes de diversos países do mundo, como Japão e EUA. As atualizações acontecem todos os dias, mas, apesar disso, afirma trabalhar somente duas horas por dia. Para comandar o portal, o atualizador dispõe de um aparato na própria casa, sendo que, com o crescimento do site, um novo servidor precisou ser comprado.

Mudança no conteúdo
Com o passar do tempo, o conteúdo da página também mudou. A intenção inicial, que era de somente divulgar fotos inusitadas do Orkut, acabou se tornando um espaço para fotos divertidas, provenientes de qualquer lugar.

O próprio administrador confessa que se acomodou após certo tempo e hoje procura menos fotos do que antes. “Quando a página foi criada, eu procurava as fotos. Hoje em dia, as pessoas me mandam, sendo que, às vezes, são fotos delas mesmas, que elas querem que sejam colocadas”. As fontes que Pucci usa para encontrar as fotos são o Google e comunidades do Orkut especializadas nesse tipo de conteúdo.

Relação com o público
Pucci já teve alguns problemas com o blog. Como se trata de um espaço dedicado a expor situações engraçadas, ocorreram casos de pessoas que se sentiram ofendidas com determinadas fotos. Mesmo as imagens passando por um processo de edição, no qual rostos ou qualquer outro tipo de identificação são rasurados, é comum que pessoas façam ameaças de processá-lo. Porém, ele não vê problema em retirar alguma foto possivelmente ofensiva. “Se alguém reclama que se sentiu ofendido ou que não gostou da publicação de alguma foto, basta falar comigo que eu retiro”.

E a página não se limitou ao público anônimo e chegou ao conhecimento das celebridades. Segundo Pucci, a ex-garota de programa de luxo Bruna Surfistinha chegou a comentar na internet sobre uma foto publicada relacionada ao seu livro. O apresentador Marcos Mion também já fez elogios à pagina.

Futuro com blogs
Ígor Pucci já atuou como programador de web, fez pós em Economia e agora faz em Marketing. O jovem diz gostar desse ramo e pretende aumentar ainda mais o “Pérolas do Orkut”, utilizando inclusive conceitos da área.

Atualmente Igor não realiza nenhuma outra atividade a não ser atualizar blogs. Ele ainda administra um que contém tipos de imagens utilizadas para recados no Orkut (www.webrecados.com) e outro contendo frases e pensamentos famosos (www.webfrases.com).

Quem controla quem?

Ricardo Moreira
Sexto semestre

Estamos na era digital, período em que as pessoas não têm tempo para nada. A correria do dia a dia tem cada vez mais ofuscado a visão de muitos. Aqueles que, há uma década, tinham pavor de um aparelho celular e muito menos sabiam manipular um computador, hoje se veem obrigados, até mesmo por necessidade, a ter acesso a esses mecanismos tecnológicos.

A internet veio para ficar. Milhares de pessoas no mundo todo gastam horas e horas na frente de um computador em sites de relacionamentos e pesquisas. Enfim, o ser humano criou meios de se monitorar 24h por dia. Em todo lugar por onde quer que andem, lá estão elas, as câmeras de segurança, instaladas em praças, shoppings, ruas e lojas particulares. Elas estão sempre atentas aos movimentos de cada cidadão que trafega pelo local.

O filme Controle Absoluto retrata muito bem as tecnologias disponíveis no mundo (algumas que ainda nem sequer chegaram no Brasil), mas que se tornam uma espada de dois gumes quando caem na mãos das pessoas erradas. Trazendo isso para uma realidade mais próxima, hoje qualquer um de nós pode efetuar compras pela internet e até fazer movimentações bancárias sem sair de casa. Mas até onde podemos confiar em tudo isso?

A corrupção está presente em todo lugar e principalmente onde os criminosos encontram facilidade para atuar, até mesmo nos lugares mais improváveis. Com toda tecnologia dos Estados Unidos e com uma equipe de pessoas extremamente preparadas para combater o crime, eles foram pegos de surpresa por um funcionário que conseguiu manipular uma “máquina altamente tecnológica”, ou seja, isso prova que ninguém está livre de ser rasteado por qualquer que seja a tecnologia dispensada.

Controle Absoluto. Não haveria nome melhor para um filme que mostra o controle da tecnologia e a influência que ela exerce na vida das pessoas. Naquele caso, os personagens eram obrigados a fazer tudo que a voz pelo celular os obrigava. Uma batalha contra eles mesmos que se tornaram reféns da tecnologia imposta e do sistema que exigia certas atitudes para garantir a sobrevivência dos dois personagens.

Você pode imaginar de uma hora para outro ser monitorado por criminosos que o obrigam a fazer coisas absurdas? Pois é foi o que aconteceu com Jerry, personagem do filme. A vida dele se tornou um inferno de uma hora para outra. Os personagens passaram a ser escravos de uma voz misteriosa e eram obrigados a vivenciar momentos de horror a cada ligação que recebiam com uma nova ordem.

Assista ao trailer do filme:


Mas será que essa dramaturgia recebeu alguma inspiração no que acontece nos dias atuais? Será que indiretamente não é assim que vivem milhares de pessoas no mundo todo ? Desde o surgimento da web, os jovens dos dias atuais passam horas e horas conectados à internet e deixam de viver momentos importantes de suas vidas, que jamais voltarão.

No filme, vimos que os personagens eram reféns diretamente de ordens exercidas por uma facção criminosa, ou seja, era questão de vida ou morte obedecerem às ordens outorgadas (uma espécie de escravidão). Na verdade, o pior escravo é aquele que é escravo de si mesmo, aquele que não consegue conter suas compulsões e vive uma vida de dependência, uns com vícios em drogas, álcool, sexo e outras coisas mais; outros, a um confinamento na internet. Será que não é um controle absoluto o que a rede mundial de computadores exerce sobre os indivíduos, aqueles que perdem os fins de semana gastando horas e horas na frente do computador?.

Existem hoje muitas discussões em relação à privacidade. As câmeras de segurança são grandes aliadas no combate à criminalidade, são responsáveis pelo controle da segurança de shoppings e locais públicos; eficazes e instaladas em locais estratégicos, conseguem, na maioria da vezes, coibir a ação dos bandidos, mas não conseguem erradicar o crime de uma vez por todas.

Na verdade, o problema é cultural. Por mais que a tecnologia avance, apenas facilitará o trabalho das autoridades. O crime nunca será erradicado. É preciso conscientização de todos para “tentarmos” levar adiante uma sociedade mais justa.

A tendência é as coisas serem digitalizadas, tornando a vida da humanidade cada vez mais prática e rápida. A intensão da tecnologia é facilitar a vida das pessoas, mas quando este recurso não é usado de maneira correta pode se tornar em um transtorno e causar uma catástrofe na vida de muitos.

Sim, é muito prazeroso fazermos em questão de segundos coisas que há alguns anos levariam dias, semanas ou meses. O filme Controle Absoluto mostra que ninguém está livre de qualquer tipo de manipulação. Mostra que não podemos confiar no ser humano, que muitas vezes nos decepciona, muito menos nas máquinas, que são vulneráveis à interferência desse animal racional.

Não generalizando todos os seus âmbitos, a tecnologia ao contrário do que dizem, não é sinônimo de uma vida tranquila e segura. Ninguém pode ser escravo de um aparelho que não possui vida própria, a liberdade deve ser cultivada acima de tudo. Os recursos tecnológicos existentes nos dias atuais servem de complemento para uma vida mais ágil , já que no século 21 somos escravos de um sistema no qual ninguém tem tempo nem pra si mesmo, mas não deve ser uma regra de conduta em nossas vidas .

Mas afinal o que é tecnologia ? No censo comum, é tudo aquilo que proporciona ao ser humano uma vida melhor, aquilo que evoluiu com o tempo e leva a humanidade a viver uma vida ágil e mais acomodada. Os valores sociais que com o tempo foram esquecidos, uma espécie de remoção dos marcos antigos.

Não esquecendo que para toda causa existe um efeito, como um remédio: seus efeitos colaterais, a poluição do ar, tempo instável e catástrofes na natureza, alimentação errada, desenvolvimento de doenças, etc... Ou seja, tudo tem seus pontos positivos e negativos, quem for sábio desfruta do melhor de todas as coisas, pois “todo extremo é muito perigoso."

Falta pudor e respeito em nossas famílias

Carlos Teixeira
Sexto semestre

Já foi o tempo em que uma filha respeitava os pais e se policiava com relação as roupas que usa no dia a dia. A banalização da sexualidade está de tal forma que usar uma roupa curta (ou curtíssima) é “da moda” e não deveria incomodar ninguém. O episódio envolvendo uma aluna da Uniban, em São Bernardo do Campo, no ABC, deveria trazer a tona a discussão sobre o certo e o errado em certos comportamentos.

É claro que todo mundo tem o direito de fazer o que bem quiser, quando e como quiser e assumir a responsabilidade por isso. Este aspecto deve ficar muito bem claro na cabeça de todo mundo. Mas é preciso ter o mínimo de respeito para consigo e para com as pessoas próximas. Não é de hoje que está havendo uma inversão de valores morais, religiosos, legais, políticos e tantos outros. A nossa sociedade está em processo de falência. E não adianta falar em “sociedade moderna”, “psicologia moderna”, “liberalidade” e outros argumentos fantasiosos que só mostram a decadência do comportamento humano.

Hoje está ficando normal uma criança matar outra a facadas. O filho esbofetear a mãe por causa de mistura e meninas saírem quase semi-nuas às ruas. Ao lerem esse artigo as mulheres podem se levantar e questionar que podem ter o direito de andar “bonitas e bem vestidas”. Sem dúvida alguma, principalmente no “bem vestidas”. Não é de hoje que vemos, em qualquer lugar que frequentamos, jovens com decotes profundos, minissaias praticamente mostrando o umbigo (e a referência é na vista de baixo para cima) e calcinhas à mostra.

Tal comportamento acaba estimulando outro comportamento mal educado e totalmente chulo por parte de alguns rapazes criados como se o mundo fosse uma grande “região do meretrício”. O que esperar de uma sociedade que é moldada a partir de programas em que uma moça tem dois namorados (numa apologia a bigamia), ou de reality shows onde a “pegação” é o ponto alto da audiência? Nem é preciso responder.

Não precisamos viver como na época medieval, em que usava-se três trajes de roupas, um sobre o outro. Entretanto, tanto não podemos viver numa Sodoma ou Gomorra, onde a libertinagem impera. Encontrar o meio termo para isso é o desafio da sociedade. E a principal responsável por isso é a família. Cabe aos pais encontrar a educação adequada para seus filhos, a fim de evitar episódios deprimentes e selvagens como o registrado na Uniban.

Ética jornalística não está à venda no açougue, diz presidente da Fenaj

Último Segundo Online -– 15/10/2009

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, voltou a afirmar nesta quinta-feira que a não obrigatoriedade do diploma para a prática jornalística pode degradar a profissão. Segundo ele, além de teorias e técnicas práticas, durante o curso superior, o estudante de Jornalismo se apropria de princípios éticos da profissão que “não se compram nos supermercados" e que "não estão à venda no açougue”.

Andrade participou de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para discutir a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 386/2009) que pretende restabelecer a obrigatoriedade do diploma no exercício do jornalismo. A necessidade do curso superior em jornalismo para exercer a carreira foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em votação realizada no dia 17 de junho, cerca de quatro meses atrás.

Na opinião do jornalista, a decisão da Corte abre oportunidades para que pessoas muito desqualificadas exerçam a profissão. Em sua palestra à sessão, apresentou exemplos de como isso pode acontecer. Exibiu, por exemplo, uma página na internet que promove cursos rápidos de jornalismo ao custo de R$ 40, sob o título “diploma não é necessário”.

Por outro lado, os representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornalistas (ANJ), Rodrigo Kaufmann e Márcia Lyra Bergamo, respectivamente, saíram em defesa do STF. “"O que se quer nessa PEC é se criar uma restrição, uma limitação a mais a uma cláusula pétrea de nossa Constituição"”, disse Kaufmann. Na votação na Suprema Corte em junho, o presidente do STF, Gilmar Mendes, alegou que a formação específica deve ser dispensada como forma de garantir o exercício pleno das liberdades de expressão e informação.

Andrade ainda questionou a possível falta de critérios profissionais na hora das empresas jornalísticas contratarem seus empregados. "“Se joga (sic) na lata de lixo a conquista da sociedade brasileira de investir no ensino superior, de qualificação do estudante. Isso foi substituído pelo dono do jornal, dono da rádio, ou dono da TV. Eles é que vão decidir quem está apto. Não me parece justo. (...) Para o bem da sociedade, o jornalismo deve ser exercido por quem se habilita, por quem investe na sua formação em uma escola reconhecida pelo governo federal", declarou”.

Após ameaça de processo, blog coloca novamente no ar post que critica bar

IDG Now!
Publicada em 19/10/2009

O blog Resenha em 6 colocou novamente no ar um post que criticava o boteco São Bento, classificando-o como “pior bar do sistema solar”, após acordo com a Dinamite Itaim Choperia, empresa que administra o estabelecimento.

No final de setembro, os sócios da Dinamite emitiram uma notificação extrajudicial que ameaça iniciar um processo contra os responsáveis pelo Resenha em 6 alegando "injúria e difamação, além de falsidade ideológica" pelo post "Boteco São Bento: o pior bar do sistema solar", publicado em 20 de setembro.

A notificação forçou o Resenha em 6 a tirar o post do ar dez dias após sua publicação. Até esta segunda-feira (19/10), os advogados da Dinamite e a advogada que se prontificou a defender o blog gratuitamente negociavam a republicação do conteúdo.

Segundo o jornalista Juliano Barreto, cofundador do Resenha em 6, o post volta ao ar com a empresa ganhando direito de resposta e o comprometimento dos blogueiros em moderar novos comentários.

Eis a íntegra do direito de resposta do boteco:

“Boteco São Bento”

Aos leitores do site,
Inicialmente, ressaltamos que o Boteco São Bento respeita e preserva o direito de seus clientes de se manifestarem sobre os serviços que presta, e jamais ameaçou processar o autor da resenha ou os responsáveis pelo “Resenha em 6”.

Ocorre que foram publicados comentários, feitos por pessoas que falsamente alegavam representar o Boteco São Bento (bem como seus fornecedores e assessoria de imprensa), com o aparente propósito de confrontar os leitores do blog, gerando uma polêmica desnecessária e despropositada.

Portanto, em vista disso, foi solicitada a remoção desses comentários (não da resenha), revestidos de falsidade ideológica, pois não se pode admitir que o nome do Boteco São Bento seja vinculado a comentários e posições que jamais manifestou.

Por fim, o Boteco São Bento esclarece que a sua filosofia é sempre atender críticas, sugestões e reclamações, além de aceitar opiniões sobre o seu estabelecimento, sua qualidade e atendimento.

Cordialmente,

Boteco São Bento"

Minha vida é um blog aberto

Juliano Silva
Oitavo semestre

Com a evolução tecnológica inteiramente ligada aos meios de comunicação, muito se falou que com a chegada da televisão o jornal impresso acabaria, e que com o computador é a televisão que entraria na berlinda. Pois está tudo aí ainda e existem os amantes de cada veículo.

Enquanto o computador, por meio da internet, traz a notícia praticamente em tempo real, algumas vezes até de forma precipitada, a televisão tem a magia da imagem e o jornal impresso trabalha com o conteúdo mais detalhado e explicativo. São as readaptações que cada meio tem que fazer para se manter.

Porém, não se pode negar que a rede mundial de computadores democratizou a informação. Assim dizem estudantes de Jornalismo do 8º semestre do Unitoledo. Apesar de já atuantes em jornais impressos da região de Araçatuba, é por intermédio de seus blogs que os alunos Cláudio Henrique da Silva Ferreira, 21 anos, Ronaldo Ruiz Galdino, 23, e Ivan Ambrósio, 21, postam o que têm vontade de compartilhar. Apesar da amizade próxima, fica clara a diferença de interesse entre eles pelos conteúdos.

O Claudinho, como é conhecido entre os amigos de sala, dedica o blog (domclaudio.blogspot.com) para assuntos políticos. Em seu endereço eletrônico se encontram atualizações diárias sobre a política local, regional e nacional. Ele posta e disse que comenta as que mais lhe interessam como forma de interagir seus pensamentos com relação àquele determinado acontecimento político.

Ronaldo Ruiz, como assina as fotos que já saem publicadas diariamente no jornal Folha da Região de Araçatuba, onde atua como estagiário na sucursal de Birigui, utiliza seu blog para extravasar sua paixão e dom pelos quadrinhos. Antenado nas principais notícias que são divulgadas durante a semana, Ronaldo aproveita o tempo livre aos sábados e domingos para transformar os assuntos em histórias em quadrinhos, mas também cria as próprias histórias, como podem ser conferidas em historiasdoronaldo.blogspot.com.

Já Ivan Ambrósio faz do seu blog (ivanjornalismo.blogspot.com), uma referência aos amantes de jogos eletrônicos. Sempre atento aos jogos que aparecem na rede, ele testa e faz comentários, dando dicas e deixando avaliações para outros jogadores. Outro assunto de seu interesse e que também é encontrado no blogue é com relação ao rádio e seus bastidores. Ele mantém ainda um quadro chamado de “túnel do tempo”, onde posta temas variados que marcaram história.

Além da conversa insistente em sala de aula é também assim, por seus blogs, que os três amigos interagem e compartilham suas diferenças, que os fazem cada vez mais iguais já que um fica por dentro do mundo do outro.